terça-feira, 18 de maio de 2010

Exclamações a respeito da leitura

Meu querido amigo Bruno Porciuncula retornou recentemente da Europa e a primeira exclamação dele sobre o que viu em solo europeu foi: "Cara, lá tem uma livraria em cada esquina! As cidas tem muitas bibliotecas também!". A afirmação, com tons exclametivos e dignos de uma pessoa que estranha uma realidade tão dispare da nossa faz a gente lembrar o quanto a leitura é menosprezada no Brasil.

Não precisamos mencionar a inoperância estatal e o descaso dos políticos que não querem letrar os excluídos, pois estes criariam uma capacidade de reflexão para tirar os corrptos do poder, digno de uma política de cabresto que ainda impera por estes lados. O meu amigo Bruno, que passou por três países na Europa, ainda disse assim: "Cara, você vai no meto em Paris e todos estçao lendo algum livro, jornal ou revista, mas não é um ou outro, são todos!", em mais uma exclamação a respeito da leitura.

A leitura em sua gênese também foi instrumento de manipulação de alguns para com a maioria. A arte de quem sabia ler era vista como divina e estas pessoas usavam a leitura para subjugar uma grande leva de pessoas que não passavam de hordas intelectuais ao léu.

O Brasil hoje ainda engatinha no que se refere ao artifício da leitura para uma grande maioria. Se os políticos não podem (não querem) fazer algo a mais pelas pessoas iletradas, que faça a sociedade ao doar livros para instituições e centros comunitários. O livro, na infância, faz a criança pensar que o universo dela não é só a rua ou a esquina nu semáforo. O livro abre as mentes e os horizontes da fantasia.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa.

Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa.

A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas.

Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sonho que se sonha
Desejo que espera
Pela vez de acontecer
Na realidade do meu ser.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Crianças com Down podem integrar as escolas brasileiras?

Crianças com Síndrome de Down devem se unir a crianças ditas 'normais' nas escolas do Brasil? A discussão ainda é centro de debate veemente e tem tomado conta das opiniões de intelectuais, membros políticos e agentes de políticas públicas.

A defesa da união parte da argumentação de que as crianças com Síndrome de Down tem capacidade de desenvolver atividades e conhecimento para estarem junto das pessoas sem as necessidades especiais que as acometem. Os exemplos se espalham pela Sociedade, crianças com Down desempenham atividades voltadas para o conhecimento e outras corriqueiras como qualquer outra pessoa.

Por outro lado, há aqueles que não acham esta uma boa idéia. A integração de Crianças com Down com outras pessoas ainda é uma utopia, não por falta de capacidade dos que tem Down mas sim pelo despreparo dos professores brasileiros e da falta de apoio estatal para o acontecimento de tal atividade. Este argumento tem validade com a constatação da realidade. O Brasil ainda engatinha no quesito integração daqueles com problemas mentais com outras pessoas nas escolas brasileiras.

O Brasil poderia copiar os modelos usados por países desenvolvidos que trabalham a integração como uma oportunidade de integrar portadores de Down à sociedade ativa. Estas pessoas já mostraram suas habilidades e o que falta é a política pública correta e o apoio estatal para que o portador possa ser atuante na sociedade brasileira.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Minha luta

Visto as roupas da discórdia
E escrevo palavras que insurgem;
Contra o predisposto moral
Das vozes que aqui urgem.

Espadas em formas de letras
Degladiam em retumbância
Chegou a hora de se levantar
E mostrar a sua importância!

Poesia é isso, eterna e infindável luta
Contra vozes, fatos e disposições.
Que podem assumir papéis de ladrões
De sua sublime e intocável conduta.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O senhor da inspiração

Como um céu cinzento e nublado
A mente se opaca
Na criação primaz
De um verso aguardado...

Como a chuva que passa,
As idéias que vão.
Neurônios em massa...
Em qualquer direção.

O frio, esse senhor da inspiração.
Inspira como uma borracha,
Que apaga os rastros
De uma boa conjugação.

Palavras crucificadas, escuridão.
Enterradas no dicionário
A beira da perdição.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Versos de um quarto de hospital

Olhar transfigurado pela esperança subjetiva
Crucificado pela motivo maior externo
Dias que parecem ser eternos
Que vão além do nosso alcance

Células em trabalho dobrado
Degladiam com o invasor
Assim demonstram a dor
Do ser que está deitado.

Um hospital é um lugar assim.
Um lugar de muitas batalhas