
'A revitalização do Centro Antigo de Salvador vai incluir eventos culturais. Este foi o tema da reunião entre o secretário estadual de Cultura, Márcio Meireles, e o vice-prefeito, Edvaldo Brito, na última quinta-feira (20), durante o segundo encontro dos dois gestores, que debateram sobre a agenda cultural no Centro Histórico.'
O trecho descrito no parágrafo anterior foi a notícia que tomou conta hoje de muitos jornais e sites informaticos em Salvador. Logo de cara surgiu uma pergunta em minha mente, eis a questão: Por que não estender essa iniciativa para bairros carentes da capital baiana?
O Poder público executivo, pela sua ineficiência e falta de serviços, tem transferido essa responsabilidade patente às associações de moradores das localidades mais carentes, que, em sua maioria, não tem recursos para administrar projetos de maior escalão. Penso que medidas como essa sendo massificadas e bem estruturadas, podem mudar um pouco a realidade que se encontra certas localidades soteropolitanas.
Numa atitude estruturada e voltada para o povo pode se obter bons resultados a curto prazo. O menino ao invés de pensar em vender drogas ou se misturar com marginais voltará sua cabeça para a atividade cultural. O marginal, ao ser tentado pela chance de mudar de vida, também pode direcionar suas atividades para tal tipo de atividade. O trabalho psicológico e também a chance de oportunidades podem mudar, a curto prazo, um pouco a realidade alarmante da violência em Salvador.
O Centro Histórico está as moscas, tomado por marginais e traficantes. A atitude é louvável, mas precisa ser espalhada para todas as regiões carentes de Salvador. Se não o marginal vai sair do Pelourinho e vai vender sua droga a quilômetros dali.
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