Meu querido amigo Bruno Porciuncula retornou recentemente da Europa e a primeira exclamação dele sobre o que viu em solo europeu foi: "Cara, lá tem uma livraria em cada esquina! As cidas tem muitas bibliotecas também!". A afirmação, com tons exclametivos e dignos de uma pessoa que estranha uma realidade tão dispare da nossa faz a gente lembrar o quanto a leitura é menosprezada no Brasil.
Não precisamos mencionar a inoperância estatal e o descaso dos políticos que não querem letrar os excluídos, pois estes criariam uma capacidade de reflexão para tirar os corrptos do poder, digno de uma política de cabresto que ainda impera por estes lados. O meu amigo Bruno, que passou por três países na Europa, ainda disse assim: "Cara, você vai no meto em Paris e todos estçao lendo algum livro, jornal ou revista, mas não é um ou outro, são todos!", em mais uma exclamação a respeito da leitura.
A leitura em sua gênese também foi instrumento de manipulação de alguns para com a maioria. A arte de quem sabia ler era vista como divina e estas pessoas usavam a leitura para subjugar uma grande leva de pessoas que não passavam de hordas intelectuais ao léu.
O Brasil hoje ainda engatinha no que se refere ao artifício da leitura para uma grande maioria. Se os políticos não podem (não querem) fazer algo a mais pelas pessoas iletradas, que faça a sociedade ao doar livros para instituições e centros comunitários. O livro, na infância, faz a criança pensar que o universo dela não é só a rua ou a esquina nu semáforo. O livro abre as mentes e os horizontes da fantasia.
terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa.
Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas.
Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
Luís Fernando Veríssimo
Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas.
Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
Luís Fernando Veríssimo
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Crianças com Down podem integrar as escolas brasileiras?
Crianças com Síndrome de Down devem se unir a crianças ditas 'normais' nas escolas do Brasil? A discussão ainda é centro de debate veemente e tem tomado conta das opiniões de intelectuais, membros políticos e agentes de políticas públicas.
A defesa da união parte da argumentação de que as crianças com Síndrome de Down tem capacidade de desenvolver atividades e conhecimento para estarem junto das pessoas sem as necessidades especiais que as acometem. Os exemplos se espalham pela Sociedade, crianças com Down desempenham atividades voltadas para o conhecimento e outras corriqueiras como qualquer outra pessoa.
Por outro lado, há aqueles que não acham esta uma boa idéia. A integração de Crianças com Down com outras pessoas ainda é uma utopia, não por falta de capacidade dos que tem Down mas sim pelo despreparo dos professores brasileiros e da falta de apoio estatal para o acontecimento de tal atividade. Este argumento tem validade com a constatação da realidade. O Brasil ainda engatinha no quesito integração daqueles com problemas mentais com outras pessoas nas escolas brasileiras.
O Brasil poderia copiar os modelos usados por países desenvolvidos que trabalham a integração como uma oportunidade de integrar portadores de Down à sociedade ativa. Estas pessoas já mostraram suas habilidades e o que falta é a política pública correta e o apoio estatal para que o portador possa ser atuante na sociedade brasileira.
A defesa da união parte da argumentação de que as crianças com Síndrome de Down tem capacidade de desenvolver atividades e conhecimento para estarem junto das pessoas sem as necessidades especiais que as acometem. Os exemplos se espalham pela Sociedade, crianças com Down desempenham atividades voltadas para o conhecimento e outras corriqueiras como qualquer outra pessoa.
Por outro lado, há aqueles que não acham esta uma boa idéia. A integração de Crianças com Down com outras pessoas ainda é uma utopia, não por falta de capacidade dos que tem Down mas sim pelo despreparo dos professores brasileiros e da falta de apoio estatal para o acontecimento de tal atividade. Este argumento tem validade com a constatação da realidade. O Brasil ainda engatinha no quesito integração daqueles com problemas mentais com outras pessoas nas escolas brasileiras.
O Brasil poderia copiar os modelos usados por países desenvolvidos que trabalham a integração como uma oportunidade de integrar portadores de Down à sociedade ativa. Estas pessoas já mostraram suas habilidades e o que falta é a política pública correta e o apoio estatal para que o portador possa ser atuante na sociedade brasileira.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Minha luta
Visto as roupas da discórdia
E escrevo palavras que insurgem;
Contra o predisposto moral
Das vozes que aqui urgem.
Espadas em formas de letras
Degladiam em retumbância
Chegou a hora de se levantar
E mostrar a sua importância!
Poesia é isso, eterna e infindável luta
Contra vozes, fatos e disposições.
Que podem assumir papéis de ladrões
De sua sublime e intocável conduta.
E escrevo palavras que insurgem;
Contra o predisposto moral
Das vozes que aqui urgem.
Espadas em formas de letras
Degladiam em retumbância
Chegou a hora de se levantar
E mostrar a sua importância!
Poesia é isso, eterna e infindável luta
Contra vozes, fatos e disposições.
Que podem assumir papéis de ladrões
De sua sublime e intocável conduta.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O senhor da inspiração
Como um céu cinzento e nublado
A mente se opaca
Na criação primaz
De um verso aguardado...
Como a chuva que passa,
As idéias que vão.
Neurônios em massa...
Em qualquer direção.
O frio, esse senhor da inspiração.
Inspira como uma borracha,
Que apaga os rastros
De uma boa conjugação.
Palavras crucificadas, escuridão.
Enterradas no dicionário
A beira da perdição.
A mente se opaca
Na criação primaz
De um verso aguardado...
Como a chuva que passa,
As idéias que vão.
Neurônios em massa...
Em qualquer direção.
O frio, esse senhor da inspiração.
Inspira como uma borracha,
Que apaga os rastros
De uma boa conjugação.
Palavras crucificadas, escuridão.
Enterradas no dicionário
A beira da perdição.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Versos de um quarto de hospital
Olhar transfigurado pela esperança subjetiva
Crucificado pela motivo maior externo
Dias que parecem ser eternos
Que vão além do nosso alcance
Células em trabalho dobrado
Degladiam com o invasor
Assim demonstram a dor
Do ser que está deitado.
Um hospital é um lugar assim.
Um lugar de muitas batalhas
Crucificado pela motivo maior externo
Dias que parecem ser eternos
Que vão além do nosso alcance
Células em trabalho dobrado
Degladiam com o invasor
Assim demonstram a dor
Do ser que está deitado.
Um hospital é um lugar assim.
Um lugar de muitas batalhas
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Um olhar poético da chuva em Salvador
Chuva em Salvador, raiar das emoções contrastantes.
De um lado o otimismo de que vai passar
Do outro lado o sentimento enfadonho de
Não poder se locomover.
Chuva em Salvador, gotas que caem como agulhas
Que perfuram nossas intenções
De atravessar as ruas e avenidas
Para simplesmente...chegar.
Chuva em Salvador coleciona verbos
São eles: Engarrafar, molhar, sorrir, chorar...etc..
A miscelânea verbal que ocasiona o caos..
Na gramática da vida soteropolitana.
Chuva em Salvador não remissível
Nem mesmo as criancinhas inocentes...
Que ainda não têm os dentes afiados
Do caos que reina diuturnamente.
De um lado o otimismo de que vai passar
Do outro lado o sentimento enfadonho de
Não poder se locomover.
Chuva em Salvador, gotas que caem como agulhas
Que perfuram nossas intenções
De atravessar as ruas e avenidas
Para simplesmente...chegar.
Chuva em Salvador coleciona verbos
São eles: Engarrafar, molhar, sorrir, chorar...etc..
A miscelânea verbal que ocasiona o caos..
Na gramática da vida soteropolitana.
Chuva em Salvador não remissível
Nem mesmo as criancinhas inocentes...
Que ainda não têm os dentes afiados
Do caos que reina diuturnamente.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O caminho para o paraíso
Pulula em mim a ânsia para chegar no paraíso...
Quente como as tardes de verão...
Células ansiosas a atritar,
Células ansiosas pela explosão...
Foguete rumo a lua única...
De pétalas rosadas...vermelhas...
O rush do sangue por minhas veias...
Sob o ritmo da intensa música..
O percurso vai de soma em soma
A percorrer curvas sinuosas.
A crescente euforia jorra estridente
Ao chegar no paraíso do lado de fora.
Quente como as tardes de verão...
Células ansiosas a atritar,
Células ansiosas pela explosão...
Foguete rumo a lua única...
De pétalas rosadas...vermelhas...
O rush do sangue por minhas veias...
Sob o ritmo da intensa música..
O percurso vai de soma em soma
A percorrer curvas sinuosas.
A crescente euforia jorra estridente
Ao chegar no paraíso do lado de fora.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Monólogo de um Espírito
Me disseram, eu aceitei.
Me falaram, eu notei
Me acertaram, eu chorei
Me mataram, eu voltei.
Me disseram, eu ouví
Me arrumaram, eu partí
Me consumiram, eu ví
Me aceitaram, eu sorrí.
Me ensinaram, eu aprendí
Me trataram, eu partí
Me rezaram, eu vim
Me acalmaram, eu aqui.
Me falaram, eu notei
Me acertaram, eu chorei
Me mataram, eu voltei.
Me disseram, eu ouví
Me arrumaram, eu partí
Me consumiram, eu ví
Me aceitaram, eu sorrí.
Me ensinaram, eu aprendí
Me trataram, eu partí
Me rezaram, eu vim
Me acalmaram, eu aqui.
O espetáculo BBB e o povo brasileiro
Ontem o Brasil parou na frente das telas de TV, Computador, celulares e afins para assistir ao espetáculo da grande final do Big Brother Brasil. Após o veredito de Pedro Bial sobre o novo milionário do pedaço eu pude perceber o quanto as pessoas 'amam' o programa. O brasileiro é assim, gosta de tudo com o que se identifica, em sua maioria.
Gritos e alegria se misturaram com gritos de repúdio após a sentença de que o sujeito de estereótipo machão foi o vencedor da edição décima do reality show da Globo. Foi uma verdadeira comoção nacional o acompanhamento do confinamento final dos brothers da casa, o que registrou, segundo a Globo, a votação recorde da competição em todo o planeta. Como se isso fosse motivo para alguma comemoração, um triunfo, uma vitória que vai dar ao país uma transformação social.
Por outro lado, ao acompanhar tais fatos, eu me pergunto. Será que o brasileiro vai encarnar com unhas e dentes os andamentos dos políticos que vão concorrer nas próximas eleições executivas em 2010? Será que o Brasileiro vai literalmente correr atrás de seus direitos e se unir para escolher um motivo melhor para suas vidas como se uniram para votar no BBB? Eu acho que não, pois o espetáculo acabou. Agora vem a era das propagandas políticas e tudo volta ao normal.
O BBB é o que o povo gosta de ver: a disputa, as insinuações, as armações e as brigas. Por isso que temos o país que merecemos, ou que a maioria merece, onde reina a falta de o mínimo de intelecto e atitude para mudar os rumos desta nação malograda pelas injustiças. O povo gosta do espetáculo e de assistir a disputa dos 'animais' pela grana como nas arenas antigas em Roma onde os gladiadores lutavam por suas vidas ao invés de lutar por seus direitos mais básicos.
Gritos e alegria se misturaram com gritos de repúdio após a sentença de que o sujeito de estereótipo machão foi o vencedor da edição décima do reality show da Globo. Foi uma verdadeira comoção nacional o acompanhamento do confinamento final dos brothers da casa, o que registrou, segundo a Globo, a votação recorde da competição em todo o planeta. Como se isso fosse motivo para alguma comemoração, um triunfo, uma vitória que vai dar ao país uma transformação social.
Por outro lado, ao acompanhar tais fatos, eu me pergunto. Será que o brasileiro vai encarnar com unhas e dentes os andamentos dos políticos que vão concorrer nas próximas eleições executivas em 2010? Será que o Brasileiro vai literalmente correr atrás de seus direitos e se unir para escolher um motivo melhor para suas vidas como se uniram para votar no BBB? Eu acho que não, pois o espetáculo acabou. Agora vem a era das propagandas políticas e tudo volta ao normal.
O BBB é o que o povo gosta de ver: a disputa, as insinuações, as armações e as brigas. Por isso que temos o país que merecemos, ou que a maioria merece, onde reina a falta de o mínimo de intelecto e atitude para mudar os rumos desta nação malograda pelas injustiças. O povo gosta do espetáculo e de assistir a disputa dos 'animais' pela grana como nas arenas antigas em Roma onde os gladiadores lutavam por suas vidas ao invés de lutar por seus direitos mais básicos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Cotas
Eu tenho acompanhado o debate sobre as Cotas para estudantes negros nas universidades. O que me parece é uma acirrada guerra ideológica e de interesses por parte da mídia, dos políticos e também de pessoas que ocupam certa proeminência social a cerca do assunto.
Eu não vou escrever um texto grande porque o debate já está aí na mídia para cada um se posicionar do jeito que bem entende. O que eu questiono é: As cotas vão corrigir um erro histórico-social secular? As cotas não excluem os negros e os rotulam como incompetentes numa sociedade democrática como a nossa? As cotas não prejudicam os brancos pobres que labutam nas escolas públicas do país?
Penso que esse assistencialismo hipócrita só vai tornar a nossa sociedade cada vez mais dividida, racista e preconceituosa. Essa é minha singela opinião.
Eu não vou escrever um texto grande porque o debate já está aí na mídia para cada um se posicionar do jeito que bem entende. O que eu questiono é: As cotas vão corrigir um erro histórico-social secular? As cotas não excluem os negros e os rotulam como incompetentes numa sociedade democrática como a nossa? As cotas não prejudicam os brancos pobres que labutam nas escolas públicas do país?
Penso que esse assistencialismo hipócrita só vai tornar a nossa sociedade cada vez mais dividida, racista e preconceituosa. Essa é minha singela opinião.
terça-feira, 9 de março de 2010
Cansaço x Obrigação.
Penso que todas as pessoas desse imenso e maiúsculo planeta já sentiram essa disputa diária entre o cansaço e a obrigação. Um é limitado, natural, latente na carne e patente na face desfigurada pelo tempo consumido. A outra é voraz, ditadora, inexorável e inflexível: Com ela é ou não é.
O dia passa e a cama se torna o objeto (ou local se assim preferirem) de maior desejo de toda a obra somática. A reposição de energias é parceira da cama e vice-versa. Há quem diga que não? Penso que não; essa é minha singela opinião. O cansaço rivaliza com o tempo, e o pior, ao mesmo tempo com ele este cresçe, se fortaleza e a carne humana e suas entrâncias se tornam vítimas fáceis sobretudo subjugadas por suas limitações naturais.
Limitações que rivalizam com a obrigação. Esta Senhora que determina por onde devemos enveredar com nossas escolhas individuais personalíssimas. A obrigação rivaliza com as limitações e faz estas últimas se parecerem cada vez maiores. Como Freud disse que somos feitos de carne mas vivemos como se fôssemos de ferro. O tempo passa a labuta voraz nos consome cada vez mais no nosso dia-a-dia.
A vida contém essa eterna disputa e vai ser assim em doses cada vez maiores com o passar dos anos com nossos filhos, netos, bisnetos e subsequentes gerações. Uma eterna antítese entre nossas limitações e obrigações. A tendência é nos equilibrarmos sob a linha tênue que separa o cansaço e a obrigação.
O dia passa e a cama se torna o objeto (ou local se assim preferirem) de maior desejo de toda a obra somática. A reposição de energias é parceira da cama e vice-versa. Há quem diga que não? Penso que não; essa é minha singela opinião. O cansaço rivaliza com o tempo, e o pior, ao mesmo tempo com ele este cresçe, se fortaleza e a carne humana e suas entrâncias se tornam vítimas fáceis sobretudo subjugadas por suas limitações naturais.
Limitações que rivalizam com a obrigação. Esta Senhora que determina por onde devemos enveredar com nossas escolhas individuais personalíssimas. A obrigação rivaliza com as limitações e faz estas últimas se parecerem cada vez maiores. Como Freud disse que somos feitos de carne mas vivemos como se fôssemos de ferro. O tempo passa a labuta voraz nos consome cada vez mais no nosso dia-a-dia.
A vida contém essa eterna disputa e vai ser assim em doses cada vez maiores com o passar dos anos com nossos filhos, netos, bisnetos e subsequentes gerações. Uma eterna antítese entre nossas limitações e obrigações. A tendência é nos equilibrarmos sob a linha tênue que separa o cansaço e a obrigação.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Carne e osso, Ferro e osso
O cheiro da pele que se espalha pela epiderme e a pigmentação da derme demonstra as nuances de nossa carne. Ela, tão sofrida, consiste em protetora de todo o nosso corpo. Vivemos e somos de carne. Com o passar do tempo esta mesma carne tem sofrido: Com o calor crescente, com produtos que não se adequam a sua textura natural e também com os apetrechos que muitos gostam de aderir à forma corporal que nos foi dada pela natureza.
A famosa frase de Freud explica o processo: "Somos feitos de carne mas vivemos como se fossemos de ferro". Os limites do homem como de carne e osso não são mais os mesmos. O homem não é tão sentimental como antes. O romantismo foi o ápice desse processo de viver a vida emotivamente, a flor da pele, com o sentimento da carne.
Hoje o homem vive a vida como se fosse de ferro. Tem que encará-la como uma guerra e como se sofresse tiros a bala de ferro. Hoje não somos mais homens feitos de carne e osso, somos os super-homens que sobrevivem em pele de ferro e osso duro de roer.
A famosa frase de Freud explica o processo: "Somos feitos de carne mas vivemos como se fossemos de ferro". Os limites do homem como de carne e osso não são mais os mesmos. O homem não é tão sentimental como antes. O romantismo foi o ápice desse processo de viver a vida emotivamente, a flor da pele, com o sentimento da carne.
Hoje o homem vive a vida como se fosse de ferro. Tem que encará-la como uma guerra e como se sofresse tiros a bala de ferro. Hoje não somos mais homens feitos de carne e osso, somos os super-homens que sobrevivem em pele de ferro e osso duro de roer.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Brasil: Mostra sua cara!
A música de Cazuza, cujo nome dá título a esse texto, mostra em seus versos a dualidade brasileira em seu dia-a-dia. "Brasil ,mostra sua cara" é o grito de um cidadão brasileiro cheio de dúvidas, cheio de interrogações que clamam por melhoras sociais na estrutura do país. Penso que até hoje o Brasil ainda não mostrou sua verdadeira face. E você?
O que significa dizer isso? Muitos indicadores sociais contemporâneos mostram avanços na economia e prosperidade nos números como aumento da empregabilidade, maior aprovação nas escolas e melhora no sistema de saúde como exemplos de que estamos vivenciando outros ares. Mas será que é isso mesmo que estamos vivendo?
Entretanto, nos dias de avassaladoras enxurradas noticiosas, a gente só tem que acreditar no que a gente vê. Ainda falta muito para este país melhorar como insistem em dizer os indicadores. Creio que houve melhora, a política implantada por Lula fez o país sair da estagnação perpetrada por FHC, mas ainda há muito a fazer. A verdadeira cara do Brasil ainda tem que ser maquiada. O que quero dizer com isso? Que é fácil mostrar o Brasil para o mundo, mas nós, que vivemos aqui, sabemos que a realidade não é bem como mostram.
Todos os dias presenciamos a droga se alastrar pelas grandes cidades brasileiras. Jovens sem oportunidade migram para o mundo do crime e lá acham o dinheiro fácil que não têm. A diferença social é gritante, aqui em Salvador principalmente. Lado-a-lado bairros ricos e pobres duelam nas paisagens soteropolitanas. Só pra citar Salvador, imagem no resto do Brasil.
O Brasil ainda tem muito a fazer para mostrar sua verdadeira cara. Os versos de Cazuza são atualíssimos e insistem em fazer reflexivas as mentes que buscam a resposta para os problemas sociais. Brasil, mostra a tua cara!
O que significa dizer isso? Muitos indicadores sociais contemporâneos mostram avanços na economia e prosperidade nos números como aumento da empregabilidade, maior aprovação nas escolas e melhora no sistema de saúde como exemplos de que estamos vivenciando outros ares. Mas será que é isso mesmo que estamos vivendo?
Entretanto, nos dias de avassaladoras enxurradas noticiosas, a gente só tem que acreditar no que a gente vê. Ainda falta muito para este país melhorar como insistem em dizer os indicadores. Creio que houve melhora, a política implantada por Lula fez o país sair da estagnação perpetrada por FHC, mas ainda há muito a fazer. A verdadeira cara do Brasil ainda tem que ser maquiada. O que quero dizer com isso? Que é fácil mostrar o Brasil para o mundo, mas nós, que vivemos aqui, sabemos que a realidade não é bem como mostram.
Todos os dias presenciamos a droga se alastrar pelas grandes cidades brasileiras. Jovens sem oportunidade migram para o mundo do crime e lá acham o dinheiro fácil que não têm. A diferença social é gritante, aqui em Salvador principalmente. Lado-a-lado bairros ricos e pobres duelam nas paisagens soteropolitanas. Só pra citar Salvador, imagem no resto do Brasil.
O Brasil ainda tem muito a fazer para mostrar sua verdadeira cara. Os versos de Cazuza são atualíssimos e insistem em fazer reflexivas as mentes que buscam a resposta para os problemas sociais. Brasil, mostra a tua cara!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Imprensa e o poder transformador da sociedade
O que significa transformar para você? De acordo com o Dicionário Aurélio denota 'Mudar' e 'Alterar um estado atual para um outro'. A palavra Transformar também pode trazer uma interrogação na mente daquele que se pergunta: Transformar para quê? Transformar para onde? Transformar para que estado? A partir dessa introdução surge a questão principal do presente texto: A imprensa pode realmente transformar a sociedade?
A explosão midiática e a diversidade de meios de comunicação facilitaram o acesso a informação por parte das pessoas. Hoje ficou mais fácil saber algo sobre alguma coisa. Bastam alguns cliques ou então um canal específico de notícias. Tudo está ao alcance de todos. Ou nem precisamos alcança-las, as notícias; Elas vêm até nós.
Entretanto, o que pode parecer benéfico pode ser prejudicial. A quantidade elevada de informações pode transtornar a mentalidade da sociedade contemporânea. O que isso quer dizer? Os meios de comunicações são empresas privadas e dotadas de parcialidade, portanto, em quem acreditar? Qual informação é a correta? Será que aquele noticiário não tem uma intenção de atingir alguém?
Nos dias de hoje o jogo dos sentidos é o que prevalece na imprensa. O senso comum que não tem a instrução de descortinar as intenções de cada notíciário e fica sujeito a receber o turbilhão de notícias direcionadas. A imprensa tem a capacidade de transformar a sociedade, mas transformar para quê?
A pergunta que jaz é esta. A capacidade de transformação está em todos os lugares e a imprensa não foge dela como sujeito autor de transformação social. Mas cabe às pessoas saberem os objetivos que a imprensa quer para essas serem transformadas de um jeito ou de outro. Pois, o verbo transformar não diz em seu significado se a transformação será boa ou ruim.
A explosão midiática e a diversidade de meios de comunicação facilitaram o acesso a informação por parte das pessoas. Hoje ficou mais fácil saber algo sobre alguma coisa. Bastam alguns cliques ou então um canal específico de notícias. Tudo está ao alcance de todos. Ou nem precisamos alcança-las, as notícias; Elas vêm até nós.
Entretanto, o que pode parecer benéfico pode ser prejudicial. A quantidade elevada de informações pode transtornar a mentalidade da sociedade contemporânea. O que isso quer dizer? Os meios de comunicações são empresas privadas e dotadas de parcialidade, portanto, em quem acreditar? Qual informação é a correta? Será que aquele noticiário não tem uma intenção de atingir alguém?
Nos dias de hoje o jogo dos sentidos é o que prevalece na imprensa. O senso comum que não tem a instrução de descortinar as intenções de cada notíciário e fica sujeito a receber o turbilhão de notícias direcionadas. A imprensa tem a capacidade de transformar a sociedade, mas transformar para quê?
A pergunta que jaz é esta. A capacidade de transformação está em todos os lugares e a imprensa não foge dela como sujeito autor de transformação social. Mas cabe às pessoas saberem os objetivos que a imprensa quer para essas serem transformadas de um jeito ou de outro. Pois, o verbo transformar não diz em seu significado se a transformação será boa ou ruim.
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