A música de Cazuza, cujo nome dá título a esse texto, mostra em seus versos a dualidade brasileira em seu dia-a-dia. "Brasil ,mostra sua cara" é o grito de um cidadão brasileiro cheio de dúvidas, cheio de interrogações que clamam por melhoras sociais na estrutura do país. Penso que até hoje o Brasil ainda não mostrou sua verdadeira face. E você?
O que significa dizer isso? Muitos indicadores sociais contemporâneos mostram avanços na economia e prosperidade nos números como aumento da empregabilidade, maior aprovação nas escolas e melhora no sistema de saúde como exemplos de que estamos vivenciando outros ares. Mas será que é isso mesmo que estamos vivendo?
Entretanto, nos dias de avassaladoras enxurradas noticiosas, a gente só tem que acreditar no que a gente vê. Ainda falta muito para este país melhorar como insistem em dizer os indicadores. Creio que houve melhora, a política implantada por Lula fez o país sair da estagnação perpetrada por FHC, mas ainda há muito a fazer. A verdadeira cara do Brasil ainda tem que ser maquiada. O que quero dizer com isso? Que é fácil mostrar o Brasil para o mundo, mas nós, que vivemos aqui, sabemos que a realidade não é bem como mostram.
Todos os dias presenciamos a droga se alastrar pelas grandes cidades brasileiras. Jovens sem oportunidade migram para o mundo do crime e lá acham o dinheiro fácil que não têm. A diferença social é gritante, aqui em Salvador principalmente. Lado-a-lado bairros ricos e pobres duelam nas paisagens soteropolitanas. Só pra citar Salvador, imagem no resto do Brasil.
O Brasil ainda tem muito a fazer para mostrar sua verdadeira cara. Os versos de Cazuza são atualíssimos e insistem em fazer reflexivas as mentes que buscam a resposta para os problemas sociais. Brasil, mostra a tua cara!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Imprensa e o poder transformador da sociedade
O que significa transformar para você? De acordo com o Dicionário Aurélio denota 'Mudar' e 'Alterar um estado atual para um outro'. A palavra Transformar também pode trazer uma interrogação na mente daquele que se pergunta: Transformar para quê? Transformar para onde? Transformar para que estado? A partir dessa introdução surge a questão principal do presente texto: A imprensa pode realmente transformar a sociedade?
A explosão midiática e a diversidade de meios de comunicação facilitaram o acesso a informação por parte das pessoas. Hoje ficou mais fácil saber algo sobre alguma coisa. Bastam alguns cliques ou então um canal específico de notícias. Tudo está ao alcance de todos. Ou nem precisamos alcança-las, as notícias; Elas vêm até nós.
Entretanto, o que pode parecer benéfico pode ser prejudicial. A quantidade elevada de informações pode transtornar a mentalidade da sociedade contemporânea. O que isso quer dizer? Os meios de comunicações são empresas privadas e dotadas de parcialidade, portanto, em quem acreditar? Qual informação é a correta? Será que aquele noticiário não tem uma intenção de atingir alguém?
Nos dias de hoje o jogo dos sentidos é o que prevalece na imprensa. O senso comum que não tem a instrução de descortinar as intenções de cada notíciário e fica sujeito a receber o turbilhão de notícias direcionadas. A imprensa tem a capacidade de transformar a sociedade, mas transformar para quê?
A pergunta que jaz é esta. A capacidade de transformação está em todos os lugares e a imprensa não foge dela como sujeito autor de transformação social. Mas cabe às pessoas saberem os objetivos que a imprensa quer para essas serem transformadas de um jeito ou de outro. Pois, o verbo transformar não diz em seu significado se a transformação será boa ou ruim.
A explosão midiática e a diversidade de meios de comunicação facilitaram o acesso a informação por parte das pessoas. Hoje ficou mais fácil saber algo sobre alguma coisa. Bastam alguns cliques ou então um canal específico de notícias. Tudo está ao alcance de todos. Ou nem precisamos alcança-las, as notícias; Elas vêm até nós.
Entretanto, o que pode parecer benéfico pode ser prejudicial. A quantidade elevada de informações pode transtornar a mentalidade da sociedade contemporânea. O que isso quer dizer? Os meios de comunicações são empresas privadas e dotadas de parcialidade, portanto, em quem acreditar? Qual informação é a correta? Será que aquele noticiário não tem uma intenção de atingir alguém?
Nos dias de hoje o jogo dos sentidos é o que prevalece na imprensa. O senso comum que não tem a instrução de descortinar as intenções de cada notíciário e fica sujeito a receber o turbilhão de notícias direcionadas. A imprensa tem a capacidade de transformar a sociedade, mas transformar para quê?
A pergunta que jaz é esta. A capacidade de transformação está em todos os lugares e a imprensa não foge dela como sujeito autor de transformação social. Mas cabe às pessoas saberem os objetivos que a imprensa quer para essas serem transformadas de um jeito ou de outro. Pois, o verbo transformar não diz em seu significado se a transformação será boa ou ruim.
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