terça-feira, 9 de março de 2010

Cansaço x Obrigação.

Penso que todas as pessoas desse imenso e maiúsculo planeta já sentiram essa disputa diária entre o cansaço e a obrigação. Um é limitado, natural, latente na carne e patente na face desfigurada pelo tempo consumido. A outra é voraz, ditadora, inexorável e inflexível: Com ela é ou não é.

O dia passa e a cama se torna o objeto (ou local se assim preferirem) de maior desejo de toda a obra somática. A reposição de energias é parceira da cama e vice-versa. Há quem diga que não? Penso que não; essa é minha singela opinião. O cansaço rivaliza com o tempo, e o pior, ao mesmo tempo com ele este cresçe, se fortaleza e a carne humana e suas entrâncias se tornam vítimas fáceis sobretudo subjugadas por suas limitações naturais.

Limitações que rivalizam com a obrigação. Esta Senhora que determina por onde devemos enveredar com nossas escolhas individuais personalíssimas. A obrigação rivaliza com as limitações e faz estas últimas se parecerem cada vez maiores. Como Freud disse que somos feitos de carne mas vivemos como se fôssemos de ferro. O tempo passa a labuta voraz nos consome cada vez mais no nosso dia-a-dia.

A vida contém essa eterna disputa e vai ser assim em doses cada vez maiores com o passar dos anos com nossos filhos, netos, bisnetos e subsequentes gerações. Uma eterna antítese entre nossas limitações e obrigações. A tendência é nos equilibrarmos sob a linha tênue que separa o cansaço e a obrigação.

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