Meu querido amigo Bruno Porciuncula retornou recentemente da Europa e a primeira exclamação dele sobre o que viu em solo europeu foi: "Cara, lá tem uma livraria em cada esquina! As cidas tem muitas bibliotecas também!". A afirmação, com tons exclametivos e dignos de uma pessoa que estranha uma realidade tão dispare da nossa faz a gente lembrar o quanto a leitura é menosprezada no Brasil.
Não precisamos mencionar a inoperância estatal e o descaso dos políticos que não querem letrar os excluídos, pois estes criariam uma capacidade de reflexão para tirar os corrptos do poder, digno de uma política de cabresto que ainda impera por estes lados. O meu amigo Bruno, que passou por três países na Europa, ainda disse assim: "Cara, você vai no meto em Paris e todos estçao lendo algum livro, jornal ou revista, mas não é um ou outro, são todos!", em mais uma exclamação a respeito da leitura.
A leitura em sua gênese também foi instrumento de manipulação de alguns para com a maioria. A arte de quem sabia ler era vista como divina e estas pessoas usavam a leitura para subjugar uma grande leva de pessoas que não passavam de hordas intelectuais ao léu.
O Brasil hoje ainda engatinha no que se refere ao artifício da leitura para uma grande maioria. Se os políticos não podem (não querem) fazer algo a mais pelas pessoas iletradas, que faça a sociedade ao doar livros para instituições e centros comunitários. O livro, na infância, faz a criança pensar que o universo dela não é só a rua ou a esquina nu semáforo. O livro abre as mentes e os horizontes da fantasia.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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