O cheiro da pele que se espalha pela epiderme e a pigmentação da derme demonstra as nuances de nossa carne. Ela, tão sofrida, consiste em protetora de todo o nosso corpo. Vivemos e somos de carne. Com o passar do tempo esta mesma carne tem sofrido: Com o calor crescente, com produtos que não se adequam a sua textura natural e também com os apetrechos que muitos gostam de aderir à forma corporal que nos foi dada pela natureza.
A famosa frase de Freud explica o processo: "Somos feitos de carne mas vivemos como se fossemos de ferro". Os limites do homem como de carne e osso não são mais os mesmos. O homem não é tão sentimental como antes. O romantismo foi o ápice desse processo de viver a vida emotivamente, a flor da pele, com o sentimento da carne.
Hoje o homem vive a vida como se fosse de ferro. Tem que encará-la como uma guerra e como se sofresse tiros a bala de ferro. Hoje não somos mais homens feitos de carne e osso, somos os super-homens que sobrevivem em pele de ferro e osso duro de roer.
quarta-feira, 3 de março de 2010
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